sábado, 26 de fevereiro de 2011

É tudo Verdade. Nada é Verdade.

Uma fotografia é sempre verdadeira, na medida em que traduz uma luz real que foi se instalar no objeto.
Refletiu, voltou, fixamo-la e eis.
Entretanto, ela nunca será a Verdade. Nada é verdade. Tudo é interpretação.
A Fotografia da Flor e da Borboleta.
A harmonia é doce, agradável. Foi a minha interpretação simples do belo, do natural.
Mas nós fotógrafos queremos mais: hoje vi dois marimbondos de cor preto-azulada, em vôo e em coito. Ah, isto sim que...
Ou seja, quanto mais elaborada a cena, quanto mais rara, ou quanto mais elaborada tenha que ser a interpretação do nosso interlocutor, mais consideramos a fotografia "boa".
Por isso, publicamos, vemos e comentamos fotos de flores, passarinhos e por do sol por puro deleite. Nosso e alheio. E porque não desejamos nos desconectar do simples. As coisas das religiões (religações com deus ou com o 'superior') nos encaminham para o bom, o belo e o simples.
E, detalhe dos detalhes: por causa da tênue conexão da fotografia com o real, com o referente, ninguém cria uma fotografia igual a outra. E, quanto mais diferentes forem as imagens, mais valor lhes atribuimos.
Fotografia de deleite, uma outra versão da Flor e Borboleta. Feita em fevereiro de 2011, em Balneário Camboriu.

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