quarta-feira, 9 de março de 2011

Cântico dos Cânticos 7

Quando eu tinha 16 anos, possuía uma Bíblia, onde guardava meus santinhos e desenhos cristãos. Eu era cristã e católica. Dentro da minha Bíblia tinha também o símbolo do comunismo, a foice e o martelo no fundo vermelho, pois acreditava piamente em uma forte ligação entre o cristianismo e o comunismo. E rezava para Maria para que eu encontrasse, só por hoje, o menino que eu gostava, na esquina...
Passaram-se trinta anos e estou ligada a outros ícones, continuo sem respostas às perguntas do passado e o menino que eu desejava ver passar na esquina... passou, virou padre...!
Posto, abaixo, um texto bíblico que me entusiasmava à época, é sensual e as freiras não nos davam acesso a ele... E a foto do Pavão. Se eu tivesse um pavão, chamaria-o de Sulamita. Seria uma 'pavoa', claro.

'Vire-se, vire-se, Sulamita. Vire-se, vire-se... Queremos contemplar você!


Sulamita: "O que vocês olham em Sulamita, quando ela baila entre dois coros?"


O amado:

Os seus pés... Como são belos nas sandálias, ó filha de nobres! As curvas de seus quadris, que parecem colares, obras de um artista.

Seu umbigo... Essa taça redonda onde o vinho nunca falta. Seu ventre, monte de trigo rodeado de açucenas.

Seus seios, dois filhotes, filhos gêmeos de gazela.

Seu pescoço, uma torre de marfim. Seus olhos, as piscinas de Hesebon junto às portas de Bat-Rabim. Seu nariz, como a torre do Líbano voltada para Damasco.

Sua cabeça que se alteia como o Carmelo, e seus cabelos cor de púrpura, enlaçando um rei nas tranças.

Como você é bela, como você é formosa, que amor delicioso!

Você tem o talhe da palmeira, e seus seios são os cachos.

E eu pensei: "Vou subir à palmeira para colher dos seus frutos!" Sim, seus seios são cachos de uva, e o sopro das suas narinas perfuma como o aroma das maçãs.

Sua boca é um vinho delicioso que se derrama na minha, molhando-me lábios e dentes.'

Um ensinamento budista

"Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente."


(Sakyamuni).

O Vale dos Vinhedos

Fica no Rio Grande do Sul, em Bento Gonçalves, e os cuidados de uma colonização italiana são percebidos por todo lado. Flores plantadas, a limpeza das estradas, os plátanos e as plantações... Dá gosto ir lá. E bebe-se vinhos e come-se uvas, no vale e cercanias.
Aqui, uma fotografia de uvas Rubi - uvas de mesa que não são aproveitadas para o vinho, são as comestíveis. Delicadas, precisam desta cobertura para protegê-las.