terça-feira, 8 de setembro de 2009

Diversidade, Gênero e Representação 2




Dora Maar, como nomeei minha cachorra, é uma das poucas representantes no Brasil de cachorros da raça Rottweiller que possuem rabo. Rottweiller, Dobermann, Boxer, Pinscher, os clássicos mutilados pela vaidade humana. Na Europa, as federações que avaliam, classificam e julgam cães (concursos interessantes e relevantes do tipo 'miss universo') já proíbem a amputação de rabos e orelhas. No Brasil, a federação responsável apenas 'recomenda' a não-mutilação. Vejam, temos aí algo de muito bom para copiar dos estrangeiros. Parece que na Sbórnia chegam primeiro as mac'novidades, as histerias anti-fumo e congêneres...

A Praia e o Frio




Imagens da neblina no Pântano do Sul, mês de setembro.
O que se vê é um imenso espaço para os fantasmas passearem agasalhados,
passo lento,
olhar afiado...
E a elegância,
sempre a elegância.

Diversidade, Gênero e Representação


Em agosto fui ao jogo de Futebol, no Campo do Santos, Vila Belmiro. Fui a dois outros em outros tempos, 10 anos atrás ver a Ponte Preta no campo da Ponte, e uns cinco anos? ver Grêmio, ainda com Danrlei, e Figueirense, ainda na primeirona.
O Santos jogava liderado pelo Luxemburgo, o que para mim era uma atração extra. Já o técnico do Fluminense não deixava por menos: Renato Gaúcho.
A torcida era predominantemente masculina e caprichava no palavreado, tudo era apresentado da forma mais rude: falas, xingamentos e gesticulações. E um esforço incrível para demonstrar um certo tipo de masculinidade, virando-se, eles homens, para trás e para os lados, buscando a irmandade, uma confirmação de suas convicções para aquele jogo ou aquele lance.
Em todo caso, fiquei pensando que, se os jogos são a representação das guerras, num confronto de vencedor e vencido, de derrotas e de glórias, o futebol é uma batalha que vale a pena, por poupar um bocado de sangue.
Se me senti deslocada? Não exatamente, pois eu sei muito bem o que é um impedimento, um pênalti, e sempre resta o espetáculo visual dos corpos e do público torcedor. Mas, sendo representação de guerra, é sabido que, classicamente, não são as mulheres que fazem as guerras. Foi lindo ver no campo, em paz, mulheres e crianças. Mas porque somos - ou devemos ser, todos livres. E nem posso dizer que futebol é coisa de homem - apesar de ter sido criado por homens e para homens, ainda mais que o maior destaque mundial no futebol, atualmente, é uma MULHER, Marta.
Desnecessário dizer que, com esta linha de pensamento, perdi os dois gols. Você aí estará pensando: e no campo, não há replay...