quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fotografia, Burguesia e Poesia


Enquanto Rogério declarava, nada solene, frente ao mar, 'Por que ninguém fotografa a burguesia? Tudo se fotografa e se fotografou acerca de conflitos, miséria, pobreza, infância, velhice e outros desmandos...' eu pensava: nós queremos é fografar poesia, onde quer que ela esteja. Buscamos a linguagem poética, metafórica, para as coisas do mundo que merecem nossos amores. O assunto não se esgota, enquanto houver sentimento. E o sentimento é sempre original.
Um boto passava lá no meio do canal, o sul entrava descabelando e algumas aves pescavam sua rotina de seguir vivendo.