quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fotografia, Burguesia e Poesia


Enquanto Rogério declarava, nada solene, frente ao mar, 'Por que ninguém fotografa a burguesia? Tudo se fotografa e se fotografou acerca de conflitos, miséria, pobreza, infância, velhice e outros desmandos...' eu pensava: nós queremos é fografar poesia, onde quer que ela esteja. Buscamos a linguagem poética, metafórica, para as coisas do mundo que merecem nossos amores. O assunto não se esgota, enquanto houver sentimento. E o sentimento é sempre original.
Um boto passava lá no meio do canal, o sul entrava descabelando e algumas aves pescavam sua rotina de seguir vivendo.

2 comentários:

  1. Interessante! Taí um percurso curioso: fazer fotografia como quem faz poesia. O poeta é entendido por nós como aquele que escreve versos, mas isso não é verdade, pois é possível fazer poesia apenas olhando algo, conversando, pode ser um modo de andar, até um modo de comer. Mara: faça um poema fotográfico.

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  2. Quem fotografa como quem faz poesia apenas sente, é aquele que já tem o mecanismo dentro de si e não pensa mais nele, apenas percebe e deixa que a câmera apreenda o poema visual.
    Acredito que a foto deste port é um poema visual, mas de uma poesia subjetiva, que bem pode me agradar mas que outros sequer perceberão. O desejo do fotógrafo é fazer poemas visuais, é assim a busca dos meus amigos no fotojornalismo, nas fotografias de casamento, nas fotografias da natureza... E nas minhas fotografias. Obrigada pelo seu comentário, visite-me quando quiser...

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