quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Paper Cam

Neste final de semana do meio do mês de janeiro montei a paper cam. Meus três sobrinhos, acessores-fotógrafos, ajudavam, curiosos. Pedro pergunta, afirmando: Mas uma caixinha de papel... Isso não vai fotografar...
Levo-lhes ao meu ateliê, falo de quando Aristóteles, estando a toa, descreve o fenômeno ótico da câmera escura, da busca dos químicos pela fixação da imagem. Mostro-lhes o orifício da porta de entrada, e a transposição visível, admirável e óbvia da imagem do mundo exterior: se meus alunos pasmam, que dirá eles três! Gui pergunta: Mas, faz tempo, Dinda...? Digo-lhes que Aristóteles nasceu 300 anos antes de Cristo. Bastante tempo. A fotografia, no século 19: bastante tempo, também. O tempo é a abstração mais difícil para eles, pois não podem ver, assim da forma como observam a luz trazendo a imagem, pelo buraco da fechadura, e indo inscrever a imagem na parede branca lá da minha saleta: de cabeça para baixo e da esquerda para a direita.
A Paper Cam, foi Nelson quem me deu, de 'amigo secreto', montamos apenas com cola. Ficou bonita, pusemos um filme dentro e fizemos 24 fotografias. O resultado, vou postar (talvez) quando volte do Sertão da Paraíba, no final do mês.
Duda (6) fotografando, é o que vemos na foto.
A vida se faz assim vivida, construída. Não vem pronta, feito disk pizza ou camerinha digital...

2 comentários:

  1. Querida... Fotos malucas, meio veladas... Mas estou em Rio Grande, depois te mostro. A gente precisa desconstruir um pouco, e depois construir às avessas. Desentender um pouco nossas certezas, descaminhar, desencanar... Delírio e Devaneio, irmãos gêmeos, são bem vindos.;..

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