sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Theo Vive em Todos os Outros






Porque a vida retoma seu curso, e é preciso relatar as andanças, é que retomo o ano e o blog contando aquilo que me pedem: por quais rumos Theo enveredou.
Um dia, não chovia nem nada, eu zelosa por Theo, soltei-o cedo. Ele relutou, ficou a minha volta, pelo Jardim Branco, que é o pátio dos fundos de minha casa. Mas, uma hora, Theo se foi. Dei-lhe adeus e senti a separação do pequeno pássaro, que já era dono da casa, e ficava solto pela mesa do almoço, subindo em tudo. Theo enchera a casa de alegria, e agora partia. Disse-lhe que fosse feliz e encontrasse sua família, uma vida da qual eu não faria parte. Estava findo seu ciclo, ao menos em minha vida.
No final da tarde, voltei ao jardim branco, vazio. Chamei uma vez, com o tom de voz que criei para falar com ele: Thééééoooo........
Ele veio. Voou junto do muro e eu sorri feliz, ele, cativo. Ficou no Jardim Branco, esvoaçando e cantando, a tarde toda. À noite, temendo por ele, prendi-o no banheiro.
Por dias fiz o mesmo, soltando-o, querendo que partisse, mas chamando-o à tardinha, e ele voltava e eu sorria. Ficava feliz, Theo era meio livre, e era o meu passarinho...
Um dia, fui viajar. Uma semana na Paraíba. Quando voltei, Theo tinha encontrado seu rumo. Chamei-o por dias, como chamo-o ainda hoje, quando ouço algum piado que se pareça com a voz de Theo.
Quando passam bandos, sorrio e penso, lá vai o Theo, livre e feliz. E agora, ele é para mim todos os passarinhos, e eu posso me alegrar com todos, sem jamais esquecer aquele que alegrou meu coração. Theo sempre será único, nunca vou perdê-lo.

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